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Zoom Just think simple.

Just think simple.

12.29.11 107482
So STFU, First World Problem Whiners
12.26.11 3
Zoom themusicgetsyouhigh:

fan-fucking-tastical:

snortspeedworshipsatan:

This is pretty much why I only date chubby girls, aside from the fact that they are gorgeous as fuck.

This is truth..I think I need this shirt.

^ get me this… someone

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12.24.11 7246
Writers and Kittehs
12.24.11 1
12.23.11 75064
Zoom
12.22.11 1116
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12.21.11 705
One teachers approach to preventing gender bullying in a classroom

togetherforjacksoncountykids:

“It’s Okay to be Neither,” By Melissa Bollow Tempel

Alie arrived at our 1st-grade classroom wearing a sweatshirt with a hood. I asked her to take off her hood, and she refused. I thought she was just being difficult and ignored it. After breakfast we got in line for art, and I noticed that she still had not removed her hood. When we arrived at the art room, I said: “Allie, I’m not playing. It’s time for art. The rule is no hoods or hats in school.”

She looked up with tears in her eyes and I realized there was something wrong. Her classmates went into the art room and we moved to the art storage area so her classmates wouldn’t hear our conversation. I softened my tone and asked her if she’d like to tell me what was wrong.

“My ponytail,” she cried.

“Can I see?” I asked.

She nodded and pulled down her hood. Allie’s braids had come undone overnight and there hadn’t been time to redo them in the morning, so they had to be put back in a ponytail. It was high up on the back of her head like those of many girls in our class, but I could see that to Allie it just felt wrong. With Allie’s permission, I took the elastic out and re-braided her hair so it could hang down.

“How’s that?” I asked.

She smiled. “Good,” she said and skipped off to join her friends in art.

‘Why Do You Look Like a Boy?’

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12.20.11 37067
Zoom I’m a Scorpio. That explains a lot.

I’m a Scorpio. That explains a lot.

12.20.11 30
A minha experiência, ou “Como passar de matulona caixa d’óculos a pessoa saudável com auto-estima”

http://www.rhrealitycheck.org/article/2011/11/21/how-modesty-made-me-fat

É interessante ver que, como sempre, os opostos tocam-se. A pressão para mostrar tudo e a pressão para não mostrar nada são exactamente a mesma coisa: Uma maneira de mostrar às mulheres “isto é o que interessa”. Felizmente, posso dizer que vim de uma família onde sempre me ensinaram que aquilo que mais interessa é aquilo que penso, aquilo que sei, aquilo que sei fazer e a maneira como trato os outros. E também sempre me ensinaram a ser vaidosa, porque o nosso corpo é uma parte fundamental da nossa vida e não deve ser menosprezado - como é o erro de muitas feministas radicais. Entretanto, a minha vaidade sempre foi um exercício de expressão pessoal, nunca um conformismo a regras absurdas que têm como único objectivo fazer as mulheres envergonharem-se do seu corpo. Infelizmente, sei que a maioria das mulheres nunca teve a mesma liberdade nem a mesma educação, e que essas “regras” foram incutidas na sua mente pela própria família. Foi por isto que decidi contar a minha história, a história de como lidei com as minhas inseguranças e hoje em dia me orgulho de poder dizer que tenho uma auto-estima forte.

Hoje, tanto como sempre, o feminismo faz sentido. Lutar pela igualdade dos géneros não deixou de ser importante, nem nunca deixará enquanto essa igualdade for apenas virtual, enquanto as mulheres sentirem necessidade de se encaixar numa expectativa irrealista de “lady na mesa, puta na cama” e sentirem vergonha do próprio corpo.

Por experiência pessoal, identifico-me bastante com a rapariga do artigo. Apesar da educação e da liberdade de pensamento que sempre tive, também “lutei” com alguns fantasmas, a maioria dos quais impostos por mim mesma. Apesar do meu 1,63m actual, até ao 3º ciclo sempre fui uma das “matulonas” da turma - aliás, no 7º ano eu tinha a altura que tenho hoje. Cresci mais depressa, entrei na puberdade com 9 anos… Para uma rapariga que sempre tinha estado habituada a, para além de brincar com barbies, jogar pokémon, correr e coleccionar caracoletas, não é uma sensação confortável. Olhar à volta e ver que todas as nossas amigas são incrivelmente mais pequenas, magras e não fazem a mínima ideia do que raio é um soutien é incrivelmente assustador. Fazer educação física era o meu maior pesadelo, e continuou a sê-lo até ao 12º ano. Ser diferente, com 9 anos, é complicado.

Obviamente, isso gerou uma bola de neve. Eu não queria fazer desporto, engordava. Engordava, mais essa diferença se intensificava. Quando dei por mim, apesar de nunca ter sofrido bully, estava sentada a um canto do recreio a ler, auto-excluída das brincadeiras dos meus colegas - que, obviamente, acabavam por retribuir a simpatia e excluir-me por iniciativa própria.E depois vieram os óculos e uma fase “esquilo” horrível, e fiquei nisto até aos 12 anos. And then came Harry Potter…

Muita gente pergunta porque raio é que eu tenho tatuado um símbolo tirado de um livro juvenil. Para além da importância do próprio símbolo - que eu não vou explicar agora -, eu falo sempre nos amigos que fiz por causa de Harry Potter, no impacto que o livro teve na minha vida… Acho que está na altura de explicar com mais algum detalhe… 

Viciada em livros como sou, estava mais do que óbvio que, quando a febre de Harry Potter começou, eu ia sofrer dela. Demorou um bocado, sempre fui desconfiada de coisas que parecem ter aprovação universal, mas quando começou… Eu li os quatro primeiros livros mais rápido do que alguma vez tinha lido algo na minha vida. Foi amor à primeira vista, e, quando dei por mim, estava na internet à procura de mais e mais sobre este universo. Vagueei de site em site, fórum em fórum, até chegar aquele oásis para qualquer fã lusófono de Harry Potter que era o fórum do Beco Diagonal (http://www.becodiagonal.com.br/forum/index.php). Tinha 12 anos e ainda hoje lá apareço de vez em quando. Fiz inúmeros amigos, alguns dos quais acredito que vão durar para sempre, discuti ideias e teorias sobre a saga… Mas, tão ou mais importante, encontrei um lugar onde as minhas opiniões eram ouvidas, as minhas experiências contavam… Foi lá que ganhei poder argumentativo, foi lá que aprendi muita coisa, foi lá que comecei a ouvir boa música e a interessar-me por política… Acima de tudo, foi lá que eu recuperei a minha auto-estima.

Entretanto, veio a Nimbus. Era um site português sobre Harry Potter, e para além de vários amigos, deu-me as minhas primeiras responsabilidades. Fazia parte da equipa de organização de eventos e isso incluía muito contacto com outras pessoas, obviamente. Sem isso, não teria a “lata” que tenho hoje.

Tudo isto para dizer que, sem saber como, por causa de uma saga de livros, entre os 12 e os 15 anos eu tinha voltado a sentir-me adequada, já não me escondia atrás de um livro, de um ecrã de computador ou de um videojogo, recuperei a minha adolescência. Ainda assim, e é isto que acontece quando se injecta auto-confiança numa miúda adolescente que sempre foi educada para pensar pela própria cabeça, nunca me senti realmente bem num sítio. Sei que muitas das pessoas que vão ler isto se identificam quando eu digo que o secundário nunca foi um ambiente inspirador. A generalidade das pessoas, apesar de simpáticas, eram rasas - conformistas, sem cultura geral, com interesses radicalmente diferentes dos meus -, e eu sentia-me um peixe fora d’água. Estupidamente, durante anos senti-me “intelectualmente superior” à maioria dos meus colegas. Hoje vejo o quão estúpida essa pretensão era.

Entretanto, apesar da minha confiança nas minhas opiniões e capacidades já se ter estabelecido, a minha confiança no meu corpo nunca tinha levantado vôo. Apesar de aos 15 anos, com um bom corte de cabelo e lentes de contacto, ser até bastante engraçada, não deixava de ser a miúda de 69kg e cabelo curto, num mundo de ovelhas loiras-oxigenadas com metade desse peso. Verdade seja dita, nunca quis ser como elas, sempre as achei fotocópias e nunca me identifiquei com aquele estilo… No entanto, para uma miúda de 15 anos, nunca ser olhada da mesma forma do que as outras é, no mínimo, complicado (hoje, ao olhar para trás, vejo que a verdadeira razão de os rapazes não olharem para mim não era o peso a mais ou qualquer outra coisa, era a distância que eu própria punha entre mim e 99% da população da minha secundária. Se eu fosse outra pessoa, também não me aproximaria).

Entre os 15 e os 18 anos aconteceu muita coisa de que não vale a pena falar. O que interessa é que, por artes mágicas ou simples amadurecimento de idéias, comecei a gostar de mim. Da minha personalidade, do meu aspecto, do meu corpo… Ter-me mudado para as Caldas levou-me a fazer algo que nunca tinha feito: Adaptar-me. Até à mudança, estava habituada a ser o elemento alfa, a fazer as coisas adaptarem-se a mim… Chegar a um sítio onde não conhecia ninguém e ter de fazer amigos entre pessoas que nunca tinha visto foi das coisas que mais me permitiu crescer. Quando dei por mim, as minhas barreiras tinham caído, a miúda de 9 anos que era maior do que os colegas todos, apesar de ainda existir - e vai existir sempre -, já só me dizia adeus lá ao longe. Ainda assim, havia uma pedra no sapato. Aliás, haviam duas pedras, tamanho 38E. Eu nunca, nunca, nunca, consegui conviver bem com o meu peito. Como já disse, educação física era um terror. Eu usava as t-shirts e calças de fato de treino mais largas que encontrasse, odiava correr, não conseguia fazer nada bem… Para além da minha genuína falta de gosto pela disciplina, esse complexo fazia com que cada aula fosse um pesadelo para mim. Se fui a metade das aulas, entre o 5º e o 12º ano, já é demais. O efeito que aquilo tinha em mim era tremendo… Eu suava, tremia, tinha vontade de chorar antes de cada aula. E, como miúda estúpida que era, nunca pensei falar disto a ninguém, nem enfrentar o problema de frente. Até ao fim do 12º ano, continuei a inventar as mesmas desculpas e a fazer-me de mais forte do que era, sem nunca explicar o porquê de odiar tanto a cadeira.

O secundário acabou e eu voltei para Lisboa, para começar a LEIC. Nunca tão pouco tempo fez tão bem a alguém. Os primeiros meses do curso fizeram-me crescer (e, ao mesmo tempo, aceitar a criança gigantesca que há em mim) mais do que qualquer outra experiência porque já tenha passado. Finalmente encontrei pessoas com que me identificava, com interesses que eu partilhava e capazes de defender as suas opiões. E, para além disso, genuinamente simpáticas. Uma das coisas que se costuma dizer é que LEIC consegue ser um bocado “Morangos com Açúcar”. É verdade. Há muito drama, muita tempestade em copo d’água… Mas eu não trocava o meu curso por nada. O convívio, a amizade, o apoio que eu encontrei aqui valem mais do que isso tudo. Fiz amigos que eu sei que vão ser para a vida, e considero-me uma previlegiada por estar num curso onde a generalidade das pessoas são… boas. Pronto, está dito. O meu curso é quase um filme Disney: Sem contar com duas ou três excepções, o resto é boa gente, mesmo.

Este ambiente fez-me pensar muito, olhar muito para quem sou, para onde vou e todas essas perguntas filosóficas. Perdi 10kg desde que comecei o curso, sem fazer grande coisa para isso - simplesmente nunca mais senti necessidade de usar a comida como compensação para qualquer outra coisa, e nunca me senti tão bem.

No meio disto tudo, a minha insegurança em relação ao meu peito foi-se. Para ser honesta, ainda não é a minha parte favorita do meu corpo. É grande (36F nem sequer soa natural), desconfortável, traz-me imensos problemas nas costas e, let’s face it, um peito tão grande como o meu nunca poderá ser empinado, redondo e perfeitinho como o da Adriana Lima. No entanto, longe vão os tempos onde tinha vergonha de tirar o soutien em frente a outras pessoas, ou de usar um bikini na praia. A minha atitude em relação ao exercício também mudou, e a partir de Fevereiro vou começar a praticar Pilates regularmente. Desta vez, sem ataques de pânico e vontades de chorar por causa do peito.

Bem… É esta a minha experiência. Hoje em dia eu posso dizer que gosto de mim como sou, que me olho ao espelho de manhã e que me acho bonita. Posso dizer que uso golas altas e decotes, calças e minissaias, cachecóis e collants de renda, conforme EU quero, e não conforme o que isso “diz de mim”. Uso o cabelo curto porque gosto e acho que me fica bem. Maquio-me para realçar aquilo de que mais gosto, não para esconder características. Faço aquilo que quero (dentro dos limites da convivência em sociedade e dos meus próprios limites morais), faço sexo com quem quero, não deixo de o fazer por ter medo de ganhar fama. Intelectualmente, tenho orgulho do que tenho conquistado até agora, mas quero chegar muito mais longe, quero aprender mais e continuar a aprender até morrer. Acho que só nos devemos contentar com a excelência… Se alguém que começou por ser tão insegura desde tão cedo conseguiu lidar com essas inseguranças e aprender a gostar de si mesma, qualquer mulher consegue (e qualquer homem também). Espero que o que eu acabei de escrever possa ajudar alguém a ultrapassar os seus fantasmas, sejam eles resultado da sua educação ou um simples reflexo da sociedade em que vivemos ;)

12.19.11 3